A notícia não é nova, mas vale o post. Estamos entre os 20 selecionados do programa Descubrimientos PHE São Paulo. Esse ano, o programa, que acontece na Espanha desde 1998, expandiu suas fronteiras e foi “descobrir” trabalhos em São Paulo e na Guatemala. Em dezembro, participaremos de uma leitura de portfolio que já vale pela [...]
Ronaldo Mazotto é agente penitenciário e, enquanto funcionário, presta serviços ao Governo do Estado de São Paulo. Durante mais de 10 anos de sua carreira, Mazotto trabalhou na Casa de Detenção de São Paulo, popularmente conhecida pelo nome de seu bairro, o Carandiru.
O Edifício Prestes Maia já foi a maior ocupação vertical da América Latina. Passou mais de 12 anos abandonado, acumulando 4 milhões de reais em dívidas com a Prefeitura, até que 468 famílias resolveram tomar os seus apartamentos e corredores. A ocupação durou quase 5 anos. No dia 15 de Junho de 2007, o prédio foi totalmente desocupado e lacrado.
Depois da recente desocupação, os 144 apartamentos do Edifício Mercúrio começam a trilhar o mesmo caminho das 624 unidades do São Vito: móveis que não puderam ser transportados, objetos que se perderam pelo chão, lembranças deixadas pra trás do que um dia já foi mais vivo.
Tendo chegado à fotografia pela via do jornalismo, nunca me interessou a paisagem. Viajei pelo deserto, recentemente, em busca de uma paisagem que me desassossegasse, que me pusesse ao chão com a sua magnanimidade.
São Paulo tem uma população metropolitana de 11 milhões de habitantes. Um número superior à metade dessas pessoas tomou as ruas da cidade em dois eventos ideologicamente opostos e com intervalo de pouco mais de 48 horas: a Marcha para Jesus e a Parada Gay.
Promissão fica a cerca de 600km de São Paulo. Todos os dias, milhares de cabeças de gado são levadas do interior do Brasil para serem abatidas ali. As cenas, para quem está acostumado a no máximo ver uma vaquinha pastando, ou um pacote de picanha maturada nas prateleiras do Pão de Açúcar, podem ser um tanto chocantes.
Depois de voltar a São Paulo, em 2005, conheci o “crew” de pixadores MCD, formado por Oxil e Agon. Com eles pude registrar algumas ações, como a pixação do Minhocão durante a madrugada; os prédios da Cohab Artur Alvim que nunca foram finalizados e a tomada das linhas de trem da CPTM onde, nos finais de semana, centenas de jovens se encontram por falta de espaços de lazer.
Acompanhei o caso Isabella Nardoni, ainda fotografando pra Folha de S. Paulo, desde o início das investigações. Sempre me despertou atenção o modo como a imprensa se apropriou da história, talvez por falta de notícia, criando assim um enredo de telenovela para ser acompanhado diariamente.
Uma série de “landscapes” através de um vidro de janela, no percurso chuvoso entre Espírito Santo e Bahia. Gosto das luzes, das ausências de luz; gosto de pensar estas imagens e no mistério das cenas que fotografei, mas não vi.
Porto Velho, em Rondônia, recebeu, ao longo dos anos, diversas levas de migrantes. Esse fluxo é intermitente, e em geral ligado a planos nacionais de desenvolvimento, nascidos em sua maioria no Centro-Sul do país. Depois da madeira, da borracha e do ouro, é a vez da energia elétrica.
Apesar de o isolamento obrigatório de portadores da hanseníase ser proibido no Brasil desde 1986, o medo do mundo “lá fora” faz com que muitos pacientes sigam vivendo nas diversas colônias que permanecem ativas no país. Pirapitingui, em Itu – SP, é uma dessas colônias. Com 300 hectares, abriga cerca de 400 pacientes.