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Thirty-something (days)
Faz pouco mais de um mês que espalhamos, por nossa rede de contatos, o link da Garapa. Um mês atrás, estávamos ainda um pouco inseguros quanto à recepção que teríamos, já que estamos trabalhando com um formato que, apesar de não ser tão novo assim, ainda é pouco difundido no Brasil.
Trinta e poucos dias depois, colecionamos uma série de citações e comentários sobre o nosso trabalho. Começou na comunidade fotográfica, com os blogs 28mm, do Henrique Manreza, Granulado, da Carla Romero, e Lost Art, de Louise Chin e Ignácio Aronovich.
“A iniciativa merece aplausos e é um chute no traseiro dos jornais brasileiros que acham que internet é só publicar os textos das edições impressas sem fotos ou qualquer conteúdo adicional.” Ignacio Aronovich.
Depois, foi a vez da comunidade ligada ao chamado webjornalismo. O Rodrigo Savazoni começou a série pelo seu blog, republicando o material em seguida no Overmundo e Observatório da Imprensa:
“Se você navega por sites gringos, com o olho condicionado, encontra reportagens de altíssima qualidade. Isso é resultado da explosão do jornalismo digital nos últimos dois anos. Texto, áudio, vídeo, foto, mashups, mapas reunidos por criativos jornalistas resultam em histórias contadas de um jeito que jamais se viu. Alguns chamam de multimídia. Eu gosto da expressão hipermídia.
No Brasil, esse processo é mais lento. Pouca gente, até agora e infelizmente, apostou em boas reportagens digitais. [...]
Fehlauer, Caobelli e Marcondes resolveram entrar nessa briga. Por enquanto, estão fazendo na raça. Logo logo, espero, alguém vai sacar e vai bancar para eles condições de seguirem aperfeiçoando essa linguagem.”
Dali, a notícia percorreu os caminhos tortuosos da rede. Fomos parar no blog do GJOL, Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online, da UFBA, coordenado pelo prof. Marcos Palacios, e até em Portugal, no Ponto Media, blog do prof. António Granado, da Universidade Nova de Lisboa, referência em pesquisa sobre jornalismo online.
Mais do que fazer um mero ‘afago egocêntrico’, o que queremos mostrar com esse texto é a repercussão de uma idéia. Em vez de reclamar da falta de espaços para mostrar o nosso trabalho, resolvemos criar o nosso próprio, e assim nos inserimos nessa rede de possibilidades que é a internet.
Como bem lembrou Ignácio Aronovich, citando Jello Biafra, “don’t hate the media, become the media.” (não odeie a mídia, seja a mídia).
Mais citações:
- Cutaway – Alex Praça;
- Capítulo 0 – Manuel Gago (Portugal);
- Coisas do Gênero – Blog coletivo de alunos da Faculdade de Comunicação da UFBA.