Primeira noite de apresentações, quatro coletivos enfileirados no palco para conversar com o público e entre si. Garapa, Pandora, Supay Fotos e Monda Photo.
Com o portuñol bombando, hablamos de coletividade, autoria, formas de trabalho em coletivo e, claro, grana. Cada coletivo fez uma breve apresentação de seus métodos, e foi interessante observar como ‘coletivo’ é um conceito amplo, difícil de definir. Cada coletivo se define como a palavra melhor lhe convém, seja um grupo de indivíduos que se reúne para discutir os próprios trabalhos, até um trabalho em que todos os passos são pensados coletivamente.
Abaixo, para ilustrar, o trabalho dos espanhóis do Pandora:
Pandora @ flickr.com/encontrodecoletivos
Em breve, assim que a tecnologia permitir, publicaremos aqui o vídeo-remix-resumo que fizemos para o encontro.
Está rolando, neste momento, a aula inaugural no cine Olido.
Após quase duas horas de conferência, Eduardo Brandão, Newton Massafumi e Raquel Rolnik falaram sobre a cidade e coletividade em vários aspectos. Iniciando a rodada, Brandão falou bastante sobre a Caixa de Sapatos da Cia de Foto, comentando a característica coletiva da obra, sua concepção, abordagem e sua relação de intimidade com cada um dos fotógrafos do coletivo. Se cada obra é sempre comparada a um parto, um filho, a caixa de sapatos da Cia de Foto é sua essência no melhor sentido da palavra.
Massafumi mostrou um apanhado de fotos aéreas da capital paulistana e demonstrou, principalmente aos coletivos internacionais, a expansão da cidade e sua evolução urbana.
Pegando o mesmo gancho a urbanista Raquel Rolnik usou tanto fotos aéreas, quanto pontos de vista do chão da cidade de São Paulo e focou sua participação em questionar a concentração de renda da capital que faz com que seus habitantes se desloquem de bairros distantes para encontrar empregos no centro da cidade. Rolnik também falou sobre o capital global presente em novos centros comerciais, como as margens do rio Pinheiros.
“Esse capital global, que parece estar sempre orbitando e às vezes resolve baixar em algum lugar, elegeu os novos prédios da marginal Pinheiros como foco na cidade, o que contribui ainda mais para a deterioração de São Paulo” e finalizou provocando aplausos, “entretanto, existe esperança, já que esse capital agora se encontra em colapso e as cidades necessitam se reestruturar, pois falar em revitalização do centro é um erro. Vida no centro já existe, falta capital de investimento”.
Muitas pessoas tem nos mandado emails perguntando sobre o que deve ser feito para assistir as palestras. Como a Olido não tem bilheteria, não vai haver pré-inscrição. Sendo assim, quem chegar primeiro entra na sala e assiste.
Logo, se você quer assistir a qualquer uma das palestrar abaixo:
Basta chegar com 30 minutos de antecedência e seu lugar estará esperando. (Esse tempo pode variar conforme a procurar pelas palestras).
coletivo co.le.ti.vo adj (lat collectivu) 1 Que abrange muitas coisas ou pessoas. 2 Pertencente ou relativo a muitas coisas ou pessoas. 3 Gram Que, no singular, exprime o conjunto de muitos indivíduos da mesma espécie. sm 1 Gram Substantivo comum que, no singular, indica uma coleção de seres da mesma espécie: folhagem, areal. 2 Veículo para transporte coletivo, público ou particular. C. determinado: o que indica número certo de seres que constituem uma coleção: centena, dúzia. C. geral: o que abrange a totalidade dos seres de uma coleção: exército, multidão, povo. C. indeterminado: o que indica número incerto de seres que constituem uma coleção: rebanho, multidão. C. partitivo: o que abrange apenas parte dos seres de uma coleção: metade, maioria.
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