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Santo Antônio e Jirau

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Paulo Fehlauer


Porto Velho, em Rondônia, recebeu, ao longo dos anos, diversas levas de migrantes. Esse fluxo é intermitente, e em geral ligado a planos nacionais de desenvolvimento, nascidos em sua maioria no Centro-Sul do país. Depois da madeira, da borracha e do ouro, é a vez da energia elétrica.

A notícia da implantação de duas usinas hidrelétricas no Rio Madeira – Santo Antônio e Jirau – levou o estado a um novo ciclo de suposta prosperidade. A cada dia, diversos ônibus trazem migrantes que vêm à cidade e aos distritos próximos em busca de emprego. Em distritos como Jacy-Paraná, loteiam-se áreas de floresta para ocupação e especulação imobiliária – a população do vilarejo praticamente dobrou em menos de dois anos.

Ao mesmo tempo, populações ribeirinhas tradicionais, acostumadas a retirar o sustento do rio e da terra fértil das suas margens, são desalojadas. O impacto humano e ambiental da construção de duas obras desse porte em plena Amazônia são em geral minimizados pelas empreiteiras e pelo poder público quando contrastados com os imensos benefícios que a geração de energia pode trazer ao país.

Viajei a Rondônia em agosto de 2007, antes do início das obras, para tentar entender um pouco melhor essa história. Meu relato sobre a viagem está no blog Na Rua.

Veja mais ensaios fotográficos na nossa galeria.

Para saber mais:
- Novo Porto Velho, matéria de Carolina Derivi, que me acompanhou na viagem, publicada na revista Página 22;
- Vídeo-propaganda sobre as usinas – acredite se quiser;
- ONG Rio Madeira Vivo;
- Relatos da jornalista Carolina Derivi produzidos durante a viagem para o blog Eco Balaio;
- Um mapa para mostrar onde tudo isso acontece.

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  • Wilson Carvalho

    24.04.2009 @ 6:10 pm

    Fala meu Brother
    Tenho aconpanhado alguns trabalhos seus…
    Parabéns pela forma que retrata nossa realizadade…algo incontestável!
    Grande abraço e mantenha fazendo o melhor

    Sisso Carvalho

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  • Kamyla Joanna

    04.01.2010 @ 1:07 pm

    me emocionei com as fotos.
    sem palavras.

    parabéns pelo trabalho!
    gostaria de ter tirado essas fotos =)

    abraço!

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  • Coletivo Garapa

    26.01.2010 @ 1:19 am

    Oi Kamyla, obrigado pelo comentário.

    Sobre fazer essas fotos, bom, as mesmas não dá pra fazer, mas a realidade está aí, basta olhar (e registrar) :)

    abraços!

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