Paulo Fehlauer
Tendo chegado à fotografia pela via do jornalismo, nunca me interessou a paisagem, a monotonia da imagem estática (por mais controverso que seja afirmá-lo). A paisagem humana, dinâmica, em constante mutação, sempre me atiçou mais os sentidos. Viajei pelo deserto, recentemente, em busca de uma paisagem que me desassossegasse, que me pusesse ao chão com a sua magnanimidade.
Exceto por alguns breves momentos em que a imponência do ambiente se mostrou inquestionável (como a travessia da Cordilheira dos Andes), meus olhos mantiveram-se ligados às matizes humanas, ali tão diferentes e também tão semelhantes ao que já conhecia.
De volta ao “sossego” de São Paulo, limpando a imagem de qualquer cor e brincando com tons e não-tons, fui descobrindo paisagens dentro da paisagem, momentos de preto e de branco, com pouco cinza entre eles, que talvez acabem por montar um retrato pessoal dessa busca – finda, por ora, mas interminável.

04.03.2009 @ 11:07 am
oi paulo, muito lindos seus desertos. paisagem tao dificil de traduzir, neh? lembrei do R.Depardon que ha tanto te,po
percorre o mundo traçando desertos.
« Parce que moi j´ai la nostalgie de l´ampleur du monde, de sa grandeur. »
Paul Virilio
abracos,Marie
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20.03.2009 @ 12:01 pm
são fotos que realmente tranquilizam!!
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