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Tierra Desnuda - Garapa no México

08.07.2008 | Publicado por Paulo Fehlauer

Por alguns dias, garapa virou guarapo. Acabamos de passar 20 dias em terra estrangeira, expandindo os horizontes pela América Latina. Começamos pela Cidade do México, onde participamos do Foundry Photo Workshop, um evento que reuniu dezenas de fotojornalistas e aprendizes do mundo inteiro.

Entre as diversas discussões que tivemos, conseguimos puxar um pouco a conversa para alguns tópicos que nos tocam diretamente. Primeiro, a necessidade de uma maior integração dos profissionais latino-americanos. Uma das questões que discutimos foi a abertura da grande mídia a profissionais locais, ou “por que é que os jornais enviam um fotógrafo americano para cobrir conflitos no Haiti?”. Claro que a pergunta não foi respondida, mas isso motivou uma discussão bem interessante e contatos promissores.

Parênteses: se esse assunto lhe interessa, entre na comunidade Nuestra Mirada, criada para integrar os profissionais latino-americanos.

Outra discussão derivada da primeira foi relacionada à própria idéia de grande mídia - no caso, grande mesmo, Time e Newsweek, por exemplo. Mais uma vez, o acordo entre os jovens fotógrafos foi de que há a necessidade de buscar outros caminhos, há um mundo inteiro a ser explorado. Nunca na História foi tão fácil produzir e distribuir conteúdo; se o famigerado mercado não paga por esse conteúdo, então que se crie um mercado novo, alternativo. E bola pra frente.

Além de toda a discussão, precisávamos produzir. No período da nossa estadia no México, um grupo de trabalhadores rurais sem terra - Movimiento de Los 400 Pueblos - acampava em uma praça na região central da cidade. Duas vezes ao dia, eles tiravam as roupas e se postavam nus em frente a uma das principais avenidas da capital mexicana, batucando e gritando por “respuesta”, sempre cercados por um cordão de policiais que se limitavam a assistir à manifestação diariamente.

Resolvemos, então, documentar um pouco do cotidiano e dos anseios desse grupo, e chegamos ao mini-documentário que acompanha esse texto: Tierra Desnuda.

Depois do México, seguimos para Havana, Cuba, mas isso é assunto para outro post.




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4 Comentários ↓

#1 Diego Padgurschi em 07.15.08 às 9:30 pm

Aeeeeeeeee, já conhecia a edição, já tinha gostado, mas passei para conferir novamente. Muito Bom, parabéns ao casal…

#2 subjetivando objetivos » Blog Archive » Pra frente é que se anda, ou, do México a Havana. em 07.15.08 às 5:54 pm

[...] depois de terem suas casa queimadas em 1992. O vídeo em qualidade média pode ser conferido no nosso site. Já “blood on the floor” conta com o trabalho de todos os ótimos amigos e fotógrafos que [...]

#3 Fernando E. Aznar em 07.10.08 às 9:47 am

documentário divulgado
Parabéns pela proposta e postura jornalística.

#4 Francesco em 07.10.08 às 8:55 am

Paulo, como foi a tua impressao sobre a midia digital no Mexico? Mas ou menos interessante que no Brasil?

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